quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Violentas manifestações em Moçambique contra aumento dos preços

Da Redação

Maputo - Pelo menos três pessoas morreram, nesta quarta-feira (1), durante os protestos populares que eclodiram em Maputo contra o aumento dos preços de vários produtos.
Há também notícia de vários feridos, segundo a televisão moçambicana.

Em declarações à rádio TSF, de Lisboa, a jornalista Mafalda Brízida, que vive na capital moçambicana, afirmou que há notícia de uma criança baleada e que o número de mortos actualmente conhecido, três pessoas, será ao que tudo indica revisto em alta tendo em consideração o caos que se vive em Maputo.

A cidade acordou com pneus a arder, carros apedrejados, estradas cortadas e a policia de intervenção nas ruas. Há vários dias que circulavam sms e e-mails a apelar a uma greve contra o aumento do custo de vida e hoje os protestos sairam à rua

Há noticia de manifestações, de apedrejamentos e de tiros disparados pela policia numa tentativa de controlar a situação

Há ainda informações de manifestantes detidos junto ao aeroporto e do saque de várias lojas tanto nos bairros dos arredores de Maputo como na cidade de Matola.

Tal como em Fevereiro a população moçambicana volta a revoltar-se contra os aumentos que se têm sentido nas ultimas semanas.

O pão por exemplo subiu 17%, um aumento a que se juntam os aumentos dos combustíveis, da água, da electricidade e dos transportes.

Ontem, o comando-geral da Polícia de Moçambique alertou, em Maputo, sobre a ilegalidade da manifestação de repúdio à subida do custo de vida no país, convocada por gente anónima através de mensagens telefónicas postas a circular nas últimas horas em todo o território nacional, noticia hoje o jornal Notícias.

De acordo com o jornal moçambicano, o porta-voz da Polícia, Pedro Cossa, disse que  “Estamos perante uma tentativa de manipulação pública e incitamento a uma manifestação ilegal. Naturalmente que a Polícia terá de intervir para repor a ordem em qualquer ponto do país onde ela for perturbada. Queremos apelar aos mentores da referida acção para que abandonem a ideia e que os moçambicanos se mantenham tranquilos, que façam o seu dia-a-dia normalmente”, disse Cossa.

Fonte:Portugal Digital

Um comentário:

  1. Querid@s,

    Estamos bem. As manifestações são no sul e nós moramos no norte. Mesmo assim vale à pena ficar atento e dobrar as orações pois várias pessoas estão sofrendo com tudo isso.

    Abraços

    ResponderExcluir